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Autoridade

Postado em Formação do caráter, Pais omissos, disciplina com as tags em Junho 29, 2008 por Zailda Coirano

Hoje em dia parece que os pais têm medo de exercer sua autoridade, como se fosse vergonha ser o adulto da casa, o que toma as decisões e também o que é responsável por qualquer problema mais sério que aconteça.

Se nós somos o esteio da família, que a suprimos de tudo o que é necessário para a convivência e o desenvolvimento físico, mental e emocional de nossos filhos, é justo também que queiramos estabelecer regras, que são fundamentais para que as coisas andem a bom termo.

Há alguns pais que tratam seus filhos como se fossem amiguinhos de escola, talvez temendo perder o amor deles caso queiram impor limites. A verdade é que a própria criança se sente imatura para tomar decisões, portanto vai se sentir mais segura se um adulto assumir o comando mostrando-lhe o que deve fazer.

As crianças devem ser ensinadas desde cedo a organizar suas atividades e horários de forma a poder cumprir todas no prazo estipulado para não se tornarem adultos que não conseguem fazer nada direito e estão sempre se queixando de falta de tempo.

Percebo que as crianças imitam seus pais e muitos me surpreendem às vezes dizendo que “não tiveram tempo” de fazer as tarefas ou de estudar para as provas. Como assim não tiveram tempo? Pergunte se tiveram tempo de entrar no msn ou no orkut e eles certamente lhe dirão que para isso arrumaram tempo. Com certeza não havia nenhum adulto para dosar o uso da internet ou para perguntar-lhes sobre os trabalhos escolares que tinham para fazer.

Pais que só estão presentes na vida dos filhos para cobrar resultados sem orientá-los sobre a melhor forma de conseguí-los não são de grande ajuda para os filhos porque eles necessitam de orientação e adultos com autoridade para mostrar-lhes o que fazer e não meros cobradores de boas notas.

(zailda coirano)

Autoridade – valor em extinção

Postado em Pais omissos, Pais permissivos, Valores com as tags , , em Maio 28, 2008 por Zailda Coirano

Conheço muitos pais que têm medo de exercer sua autoridade perante os filhos, talvez porque sempre que você toma uma atitude, se porventura algo der errado, a culpa é algo que você vai ter que assumir. Acho que pensam que não tomando atitude nenhuma se eximem também de culpas. Mas não tomar nenhuma atitude também é uma atitude e uma opção perigosa. Quem simplesmente deixa o barco correr vai ter que se preocupar com seu conserto depois do acidente, que com certeza ocorrerá, num barco sem ninguém no leme.

O pensamento “não sei o que fazer, então não faço nada” leva os filhos a virarem soberanos absolutos dentro de casa, assumindo eles o que os pais se omitiram em fazer. Acontece de ligar para pais de alunos com problemas (comportamento, atraso nas tarefas, etc) e os pais me retornarem uma pergunta:

- O que eu posso fazer?

Dizem esses pais que “não adianta falar com ele” porque ele não obedece… Ora, se não obedece aos pais, vai obedecer a quem? E para haver obediência pressupõe-se que alguém exerça autoridade, se você não a exerce, como seu filho vai aprender a fazer a parte dele?

Autoridade não significa despotismo ou autoritarismo, mas os pais precisam impor limites e exigir que sejam respeitados. Se você acredita que determinado tipo de programa vai ser nocivo à formação do caráter do seu filho, explique isso a ele e proíba o tal programa. Ele vai no fundo perceber que você realmente SE IMPORTA.

Aos pais que me perguntam “o que eu faço?” eu costumo perguntar: “Depende. Afinal, quem é que MANDA NA SUA CASA?”

(zailda coirano)

Sobrecarregando os filhos

Postado em Formação do caráter, Pais omissos, Valores com as tags em Maio 15, 2008 por Zailda Coirano

Alguns pais, talvez na ânsia de verem-se livres dos filhos, sobrecarregam-nos de atividades de forma que só os vêem à noitinha para um boa-noite. Acredito que esses pais estão delegando a educação dos filhos a terceiros, que imaginam melhor capacitados que eles, mas há uma diferença fundamental entre “educação” e “instrução”.

Claro que algumas escolas, além de instruir, têm também a preocupação de educar os alunos, mas essa educação é limitada e não substitui o convívio e exemplo que os pais precisam dar aos filhos para criar neles valores e princípios morais.

A geração anterior já foi criada com empregadas e em frente à TV. Seus modelos foram Batman, Mulher Maravilha, etc. É importante perceber desde cedo que ao criarmos um filho somos também responsáveis pela formação de sua personalidade, escala de valores, e que nossa missão principal é ensinar a eles como lidar com certas facetas “indesejáveis” de seu caráter.

Vejo algumas crianças que vão à escola de manhã, depois do almoço têm Kumon, inglês, espanhol, judô, computação, música, balé… Tenho pena dessas crianças porque além de terem responsabilidades muito acima do que podem administrar ficam privadas do convívio da família na maior parte do dia. Quando finalmente encontram os pais e irmãos já estão tão cansados e estressados que mal comem e já caem na cama, ansiosos por um merecido descanso.

Pais que fogem à educação dos filhos, limitando-se a meros provedores materiais, no futuro conviverão com estranhos que os tratarão como tal. Finda sua utilidade como provedores, serão naturalmente encerrados em um asilo, e o feitiço terá se virado contra o feiticeiro.

Educar é ouvir, observar, dar exemplos e auxiliar na formação do caráter, orientar quanto ao futuro e promover a socialização do filho, pois o mundo assim o exige e é para o mundo que os criamos.

(zailda coirano)